Há alguns anos, Estudos britânicos vem mostrando que o andador é o equipamento infantil que mais provoca acidentes e lesões, devido à velocidade que os bebês podem atingir. E ele também não é recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
Uma criança começa a dar seus primeiros passos por volta de 12 meses de idade. Os andadores conferem à criança uma autonomia de movimentos rápidos que ela ainda não está apta para usar. Assim, eles podem carregá-la para situações perigosas sem que elas possam evitá-las. Podem disparar em rampas, se aproximarem perigosamente de panelas ou tomadas; chocar-se contra objetos; travar suas rodinhas; revirar.
O andador não ajuda a criança a andar mais rapidamente?
Não, muito pelo contrário. O aparelho pode atrasar o desenvolvimento psicomotor da criança. Com o andador a criança não usa os músculos que ela precisa para andar e, assim, eles não ficam bem desenvolvidos. Por outro lado, queima etapas, diminuindo ou suprimindo a importante etapa do arrastar-se ou engatinhar. Ademais, dispensando os adultos de dar a mão à criança ou colocá-la no colo os deixa menos atentos à criança.
Qual o maior risco dos andadores?
O risco maior com os andadores são as quedas. Como o bebê em geral “capota” sobre o andador seu órgão de choque é a cabeça. O mínimo que pode acontecer é um “galo” enorme, mas pode também acontecer um acidente de maiores consequências como, por exemplo, um traumatismo craniano mais grave.