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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Andadores: eles podem colocar em risco o seu bebê?

A resposta é SIM!

Há alguns anos, Estudos britânicos vem mostrando que o andador é o equipamento infantil que mais provoca acidentes e lesões, devido à velocidade que os bebês podem atingir. E ele também não é recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
Uma criança começa a dar seus primeiros passos por volta de 12 meses de idade. Os andadores conferem à criança uma autonomia de movimentos rápidos que ela ainda não está apta para usar. Assim, eles podem carregá-la para situações perigosas sem que elas possam evitá-las. Podem disparar em rampas, se aproximarem perigosamente de panelas ou tomadas; chocar-se contra objetos; travar suas rodinhas; revirar. 
                                                                                     


O andador não ajuda a criança a andar mais rapidamente?
Não, muito pelo contrário. O aparelho pode atrasar o desenvolvimento psicomotor da criança. Com o andador a criança não usa os músculos que ela precisa para andar e, assim, eles não ficam bem desenvolvidos. Por outro lado, queima etapas, diminuindo ou suprimindo a importante etapa do arrastar-se ou engatinhar. Ademais, dispensando os adultos de dar a mão à criança ou colocá-la no colo os deixa menos atentos à criança.

Qual o maior risco dos andadores?
O risco maior com os andadores são as quedas. Como o bebê em geral “capota” sobre o andador seu órgão de choque é a cabeça. O mínimo que pode acontecer é um “galo” enorme, mas pode também acontecer um acidente de maiores consequências como, por exemplo, um traumatismo craniano mais grave.
                          



Fontes: 
1- http://www.abc.med.br/p/saude-da-crianca/352644/andadores+para+bebes+sim+ou+nao.htm
2- http://brasil.babycenter.com/x3300019/tem-problema-o-beb%25C3%25AA-usar-andador#ixzz3qTmLOOTa

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Como fazer a higiene íntima do bebê?



Esse é um tema sempre muito pedido. Todos os pais e cuidadores tem dúvidas quanto a como higienizar a região genital dos bebê. Qual produto deve ser usado? Como fazer? Quantas vezes? Vou responder a todas essas perguntas e tirar algumas das dúvidas mais frequentes.

A higiene íntima nos bebês é um passo muito importante para as mamães e para os bebês que é repetido várias vezes ao dia ao longo de muitos meses. Limpar bem as partes íntimas do bebê é muito importante para manter a pele livre de assaduras, infecções bacterianas e fúngicas. 

A pele do bebê é muito mais sensível do que a dos adultos. Por este motivo precisamos saber a forma correta de higienizar de forma delicada e sem deixar sujeira, ao ponto que não fiquem resíduos de urina e fezes no local. 

Bom, mas como fazer isso tudo? Na hora de limpar o bebê, a primeira coisa é considerar o seu sexo. Tanto meninos como meninas necessitam em geral de cuidados muito parecidos. 


MENINAS
Para evitar que a vagina se infeccione com os germes provenientes dos restos de fezes do ânus, sempre se deve limpá-la de frente para atrás, ou seja, da vulva ao ânus. Não é necessário abrir suas genitais para limpar lábios maiores e menores. Limite-se a lavar a zona coberta pela fralda ou calcinha, sempre no sentido da frente para atrás. Uma vez limpos, pasar a esponja ou toalhinha pelo abdômen, coxas, dobrinhas e nádegas. Quando estiver tudo bem seco, aplicar uma fina camada de creme protetor somente nas partes externas, nas dobrinhas e ao redor do ânus.

 MENINOS
Como a urina se espalha por todas as partes, é necessário limpá-lo muito bem para evitar ardência no pênis. Tenha cuidado antes de retirar a fralda suja. Os bebês podem urinar no momento em que você for tirar a fralda. Por essa razão, é aconselhável segurar a fralda por alguns segundos. Feito isso, abrir a fralda e retirar as fezes com toalhinhas e tirá-las com a fralda. Passar a toalhinha ou a esponja pelo abdômen, umbigo, dobrinhas, coxas, testículos e debaixo do pênis, para não ficar restos de urina e fezes. Não é necessário retirar ou limpar a pele do prepúcio do seu pênis. Limpa-se melhor durante o banho. Os que não tem circuncisão devem baixar ou puxar para trás o prepúcio e lavar com água em abundância e sabão nesta parte da glande. Levantar suas pernas para limpar-lhe o ânus e as nádegas. Quando toda a zona estiver bem seca, aplicar o creme protetor generosamente sobre o pênis e ao redor dos testículos, ânus e nádegas.





Em que frequência devemos trocar as fraldas? 
Quanto menor o bebê, maior a frequência de evacuações e diurese ele apresentará. Em média são de 4-8 fraldas por dia. É recomendável trocar a fralda quando o bebê desperta e antes de dormir. Também é importante que faça isso depois de cada mamada, ou quando observem que o bebê se encontra incômodo por estar sujo ou molhado.


O que devo usar para higienizar a região genital?
Eis aqui a parte mais importante e a que mais gera dúvidas! A higienização deve ser feita apenas com água morna e algodão. De maneira com que a região seja limpa com cuidado, retirando todos os resíduos. O algodão deve ser passado no sentido da vagina para o ânus no caso das meninas e descartado depois de utilizado uma vez. Com o intuito de evitar infecções urinárias. Após a limpeza seque bem o local, preferencialmente com um pano limpo, para evitar fungos ou assaduras.


Ué, mas e os lenços umedecidos?  
Estes devem ser utilizado só em casos de emergência. Vou explicar o motivo: o uso excessivo de lencinho ou sabonete infantil tira a camada de gordura natural da pele. 


E quanto as pomadas de assadura, quando devo usá-las?

Estas podem ou não serem utilizadas, dependem da indicação do seu pediatra. Eu, particularmente, só utilizo quando há real necessidade. A maioria das crianças, sem nenhuma patologia associada, costumam evoluir bem sem assaduras quando há uma higienização correta no local de fraldas. E caso você use em seu bebê, passe sempre uma fina camada na genitália externa, bumbum, em volta do ânus, onde a fralda encosta e onde estiver mais avermelhado. Jamais passe dentro da vagina ou pênis. Não é aconselhável utilizar talcos, vários estudos já apontam que eles podem ressecar muito a pele do bebê. 



FONTES:
http://br.guiainfantil.com/bebes/109-fraudas/441-a-higiene-dos-genitais-dos-bebes.html

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Uso da chupeta



Vou tentar explicar de uma maneira simples os pós e contras o uso da chupeta. Espero que fique mais fácil de compreender o motivo de tantos de nós, pediatras, sermos loucos para uma criança não usar a chupeta. 

A sucção nutritiva é uma função primordial para a sobrevivência do recém-nascido, pois é através da sucção que o bebê obtém seu alimento.
Como a natureza é sábia, e “Papai do Céu” também, o reflexo de sucção já está presente por volta da 18ª / 20ª semanas de vida intrauterina.
A dúvida (usar ou não usar a chupeta) começa a existir quando “nós”, e em especial as mães, percebemos que além da função nutritiva, a sucção também é uma fonte de prazer. Como normalmente toda fonte de prazer gera estabilidade e relaxamento, as mães utilizam a sucção não nutritiva (uso da chupeta) na tentativa de deixar o bebê mais tranquilo.

A amamentação é suficiente para satisfazer o desejo básico de sucção do bebê, desde que ele esteja mamando exclusivamente no peito e a mãe o ofereça sempre que o bebê quiser. É importante enfatizar que a sucção do bebê ao mamar no seio materno é completamente diferente do sugar o bico de uma mamadeira ou chupeta. Mamar no peito é muito importante para o desenvolvimento da mandíbula e demais ossos da face, dos músculos da mastigação, da oclusão dentária e da respiração de forma adequada.


Destacam-se como possíveis “prós":
 
1 - Trata-se de um calmante do choro;
2 - Alguns estudos evidenciaram possível efeito protetor contra morte súbita, desde que seja introduzida após a terceira semana de vida e utilizada apenas durante o sono. 


Os muitos "contras":


1 - Tempo menor de duração do Aleitamento Materno e que a mesma acaba por ser um indicador de dificuldades da amamentação.
2 - Com relação a acalmar, temos uma linha de psicólogos que discordam desta forma de acalmar, pois temos inúmeras maneiras de acalmar um bebê (carinho, colo, cantar, amamentar, etc.) sem a necessidade de utilização de uma chupeta;
3 - Risco de oclusão dentária, levando à deformação na arcada dentária e problemas na mastigação, além de atrasos na linguagem oral, problemas na fala e emocionais;
4 - A respiração acaba ficando mais frequente pela boca (respiração oral), o que piora a elevação do palato (céu da boca) e provocando desvio do septo nasal. 
5- A respiração oral leva à diminuição da produção da saliva, que pode aumentar o risco de cáries.
6 - Risco aumentado em comparação as crianças que não usam de terem infecções de ouvido, rinites e amidalites;
7 - O uso de chupetas também está associado a maior chance de candidíase oral (sapinho) e verminoses, já que é quase impossível manter uma chupeta com higiene adequada.






Agora, se você usa a chupeta ou não conseguiu tirá-la de seu filho, aqui vão algumas recomendações: 
1-Use chupetas ortodônticas e adequadas para a idade do bebê;
2- Mantenha as chupetas sempre limpas. Se for guardá-las dentro de caixinhas especiais, esterilize a caixinha também;
3- Troque a chupeta se notar que ela está desgastada, furada ou grudenta; 
4- Nunca mergulhe a chupeta em alimentos doces como açúcar, para fazer o bebê parar de chorar. Esse costume pode provocar cáries;
5- Limite o uso da chupeta ao estritamente necessário, como durante crises de cólica ou na hora de dormir;
6- Tente tirar o hábito de chupar chupeta o quanto antes, e se esforce ao máximo para que o costume já tenha sido abandonado de vez quando os dentes permanentes forem nascer (entre 5-6 anos); 
7- O mais comum é os pais começarem a pensar em tirar a chupeta por volta dos 2 anos, mas você pode fazer isso mais cedo, até antes de 1 ano.




- Fontes:
http://www.conversandocomopediatra.com.br/website/paginas/materias_gerais/materias_gerais.php?id=77&content=detalhe
http://guiadobebe.uol.com.br/chupeta-usar-ou-nao-usar-eis-a-questao/

sábado, 19 de setembro de 2015

Como dar banho no bebê



A hora do banho deve ser um momento de diversão para os bebês e seus pais ou cuidadores. É um momento que inicialmente podem ocorrer muitas dúvidas, afinal: o que devo usar? Quais são os melhores produtos? Como deve estar a água? Qual a ordem que devo seguir? 

Vamos explicar tudo isso!



O que você vai precisar para dar banho no bebê:
- Água morna, o suficiente para cobrir o bebê até os ombros, em uma temperatura média de 37 graus. Não precisa ser fervida ou filtrada, pode ser do chuveiro;
- Um ambiente adequado, sem correntes de ar;
- Uma toalha macia;
- Nova fralda descartável;
- Roupa que você irá colocar após o banho;
- Somente água é suficiente para dar banho em recém-nascido. Mas você pode usar sabonetes de glicerina ou shampoos neutros, em pequenas quantidades e de preferência não muito perfumados.



Medidas de segurança:

1- JAMAIS deixe seu bebê sozinho na banheira, mesmo que sejam por apenas "alguns" segundos;
2- Nunca deixe o bebê na banheira enquanto ela estiver enchendo, a não ser que você esteja segurando-o, pois podemos nos enganar com a temperatura da água ou profundidade;
3- Mantenha todos os materiais, já citados, bem próximos de você;
4- Cuidado com a temperatura da água. Ela deve ficar morna, e não quente. Estudos mostram que a temperatura de 38 graus centígrados ajuda os bebês a controlar a temperatura do corpo.
5- Acostume o bebê desde pequeno a não mexer na torneira, principalmente se uma delas for só de água quente, o cuidado é sempre dobrado;
6- Não é preciso ferver a água do banho, a não ser que você tenha dúvidas quanto a procedência da mesma;
7- Evite banho demorados, cinco minutos é o tempo mais do que suficiente para o banho. Se demorar mais do que isso a água pode esfriar;
8- Não é preciso muita água, cerca de três dedos de profundidade (+ou- 4cm) é o suficiente.
Tenho tudo em mãos, e agora? 
 
Nos primeiros meses de vida e pelo menos até que o bebê tenha 8 meses, e não se segure sentado, é aconselhável dar banho no bebê numa pequena banheira e de plástico. Passada essa etapa, pode-se dar banho no bebê na banheira de sempre. Existem cadeirinhas apropriadas para banheiras grandes, que podem ajudar os pais a manterem seus bebês seguros na banheira. A mudança do bebê para uma banheira grande será algo emocionante, já que poderá se banhar junto com seu papai ou mamãe, que devem aumentar as medidas de segurança do seu pequeno. Deve-se aproveitar o banho do bebê para limpar suas orelhinhas com um cotonete de algodão ou uma bolinha de algodão. Com a ajuda de uma gaze umedecida com água morna, pode-se limpar as dobrinhas dos braços, pernas e pescoço. Evite o uso de buchas, a pele do bebê é muito sensível.



Vamos fazer o banho em um passo-a-passo:
1- Após tudo preparado, tire a roupinha do bebê, limpe-o a área das fraldas, e o coloque na banheira;
2- Sustente o bebê com seu braço direito, do mesmo modo como se fosse lavar uma bola, incline-o sobre a banheira, e com a mão esquerda, lave sua cabeça com o mínimo de shampoo. Enxague bem e seque;
3- Lavada a cabeça, sustente os ombros do bebê com uma mão, introduzindo os dedos por debaixo do sovaco e sustentando as pernas ou o bumbum com a outra mão;
4- Introduza o bebê na água. Mantenha uma mão por debaixo dos seus ombros, de modo que mantenha os ombros e a cabeça fora da água, e utilize a outra mão livre para lavá-lo;
5- Com as mãos: lave, enxague e seque de cima a baixo. Primeiro o peito, os braços, as mãos, até as pernas e os pés;
6- Vire o bebê, com cuidado, para lavar as costas e o bumbum;
7- Uma vez que esteja limpo, e seco, levante-o com suavidade e cubra-lo com uma toalha;
8- Seque-o bem, e o envolva para dar-lhe calor.


Vai, não é tão difícil assim! Você vai tirar de letra!

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Qual a posição correta para o bebê dormir?


Você sabe o que é a Morte Súbita? Qual é a posição ideal para o bebê dormir? 

Vamos responder todas estas perguntas!


Regularmente surgem notícias de bebês que morrem de repente enquanto dormem em alguma creche, em suas próprias casas ou berçário pelo país. Será que foi uma negligência? Nem sempre! A Morte Súbita pode ser a causa dessas mortes, entenda um pouco mais. 

A morte súbita em bebê não tem causa definida e ocorre durante o sono. O diagnóstico é feito quando não há outra explicação para a morte. É realizado por exclusão. A síndrome da morte súbita é um dos maiores fatores de morte no primeiro ano do bebê.

Uma campanha lançada pela Pastoral da Criança, estruturada por uma pesquisa realizada na cidade de Pelotas e por campanhas e pesquisas internacionais, como EUA e Inglaterra, diz que colocar o bebê para dormir de barriga para cima diminui em 70% a morte súbita no bebê. Isso tem explicação: o bebê que dorme de lado ou de bruços respira o mesmo ar que expira, isto é, o bebê inala um ar rico em gás carbônico e pobre em oxigênio, realizando uma asfixia, onde o bebê fica sem oxigênio podendo chegar ao óbito.




Qual a idade de maior perigo?
O número de mortes alcança seu ápice entre as idades de dois a quatro meses de vida, sendo que as idades de maior incidência variam de poucas semanas de vida até seis meses de idade.



A causa da morte súbita infantil ainda é desconhecida, mas sabe-se que alguns fatores aumentam esse risco, estão entre eles:

- Deixar a cabeça do bebê coberta durante a noite ou com risco de asfixia;
- Bebê dormindo de bruços ou de lado;
- Exposição ao fumo durante a gravidez ou após o nascimento;
- Consumo de álcool e drogas durante a gestação;
- Nascimento prematuro ou baixo peso;
- Uso de colchões ou travesseiros muito moles e fofos;
- Presença de brinquedos, travesseiros, panos e outros objetos no berço que podem sufocar o bebê;



Um estudo recente mostrou que 85% dos casos de morte súbita acontecem com crianças que dormem de barriga para baixo ou compartilham o leito. Deitar em pronação em colchões e travesseiros macios aumenta 20 vezes o risco. Os processos infecciosos característicos dos primeiros meses de vida também aumentam essa chance. Portanto, o bebê tem que ter o seu lugar pra dormir, na cama com os pais não é a melhor opção!

O mais importante é lembrar de colocar o bebê para dormir de barriga para cima. Antigamente se recomendava que os bebês dormissem de lado, mas os cientistas mostraram que bebês saudáveis não correm o risco de engasgar se dormirem de barriga para cima. Quando chegam mais ou menos aos 6 meses, os bebês começam a se virar sozinhos, e não dá mais para controlar a posição. Mas, a essa altura, o risco de morte súbita já caiu bastante, e você pode deixá-lo dormir na posição que ele escolher.




Fontes: 


domingo, 13 de setembro de 2015

Cólica no lactente




Meu filho parece estar com cólica, e agora? 


É um tema muito comum na prática pediatria, motivo de dúvidas dos pais e cuidadores. Mas e então o que fazer quando o lactente parece estar com cólica? 



A cólica do bebê é transitória e aparece geralmente na segunda semana de vida, acabando em torno do quarto mês, em uma criança saudável. A cólica pode durar até três horas por dia e normalmente acontece no final da tarde ou à noite. Além do choro, o bebê fica irritado e agitado. Ainda não se sabe o que, exatamente, provoca a cólica do recém nascido. Até hoje vários estudos vem buscando a explicação, mas nada foi concretizado, são inúmeras teorias. 
É muito importante tentar diferenciar o tipo de choro. O bebê chora por diversas razões: fome, frio, sono, calor, dor, incômodos por fralda molhada ou apertada ou até porque quer aconchego e carinho. Com o tempo, a mãe vai aprendendo a identificar o motivo de choro do seu bebê. 
Na maioria das vezes a diferenciação é feita de uma forma simples e lógica. Se o bebê chora por fome, assim que você o colocar no seio materno ou oferecer o leite artificial a criança irá parar de chorar. Mas quando o choro é por cólicas, isso não acontecerá. 
O bebê que chora por cólicas tende a não se consolar por nada, algumas vezes pode soltar vários puns durante o choro, se espreme muito durante o choro e se movimenta excessivamente. 



Existem alguns passos que podem ajudar você a minimizar as cólicas do lactente. Tente manter a calma e lembre-se que as cólicas acontecem em um bebê saudável e que vão passar em poucos meses. Um dos fatores importantes é sempre tentar manter a calma e controlar um pouco a ansiedade. Aqui vão as dicas:
- Ter um ambiente tranquilo;
- Tentar dar banhos mornos no lactente;
- Fazer movimentos com as pernas do bebê, como dar "pedaladas no ar", na tentativa da  criança eliminar os gases;
- Podemos fazer massagens na barriga da criança no sentido horário;
- Compressas mornas com toalhas passadas a ferro, lembrando sempre de testar a    temperatura da toalha em sua própria face;
- Sempre coloque o bebê para arrotar após cada mamada;
- Se o seu bebê recebe mamadeira, observe se ele não está engolindo muito ar. As vezes o   bico da mamadeira pode estar muito grande.


A dúvida que sempre aparece é: Posso oferecer algum tipo de chá?
Não pode. Não deve. Essa atitude pode prejudicar o aleitamento materno. 


Pergunta: Eu amamento meu bebê, existe algo que posso estar ingerindo que pode causar ou piorar as cólicas do meu bebê?
A alimentação materna como possível causa da cólica ainda é controversa. A cólica pode ocorrer tanto em bebês amamentados no seio quanto naqueles amamentados com fórmulas. Entretanto, existe a possibilidade de alguns alimentos (leite de vaca, soja, trigo, nozes) passarem para o leite materno e provocarem cólicas. No entanto, esses alimentos só devem ser retirados da dieta da mamãe caso as cólicas estiverem associadas com outros sintomas gastrintestinais que indiquem alergia alimentar, como a presença de rajas de sangue nas fezes do bebê.

Ao primeiro sinal de sangue nas fezes do bebê, o pediatra deve ser consultado imediatamente.


Fontes:


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Como fazer a lavagem nasal?


O nariz está entupido? Parece que não melhora nunca? 

A lavagem nasal é um procedimento simples que ajuda a limpar as secreções da cavidade nasal. Ela está especialmente indicada nos casos de alergias, sinusite, rinite, gripes e resfriados. 

Você só precisa de soro fisiológico e uma simples seringa de 1ml ou um conta-gotas, que podem ser facilmente encontradas . Logo após realizar a técnica correta, a ser explicada abaixo, você já vai observar uma melhora importante para respirar. Crianças de TODAS as idades podem fazer a lavagem nasal. 


O conta-gotas e a seringa


Lavando o nariz das crianças:

- A solução a ser usada é o soro fisiológico 0,9%;

- Primeiramente, sempre explicar para a criança maior a importância da limpeza nasal, e como ela será feita.
- Em crianças pequenas, sempre posicionar as mesmas no seu colo, deitadas, para proceder com a lavagem, a tosse é um reflexo normal nas crianças menores.
- Aquecer o soro fisiológico (ou similares) até a temperatura corporal, friccionando o vidro entre as mãos, sempre verificar a temperatura antes de utilizar o soro.
- Se for usar conta-gotas ou seringa deve-se inclinar a cabeça da criança para trás e injetar a dosagem prescrita do soro de uma só vez, para promover a limpeza. Não colocar o conta-gotas ou seringa novamente no frasco de soro (utilizar um copo).
- Pode-se repetir o procedimento até que a limpeza esteja completa.
- Se for usar o spray nasal, a criança deve ficar sentada e com o queixo para baixo, assim o soro alcança melhor todas regiões do nariz.
- Em crianças maiores podemos pedir para a mesma assoar levemente o nariz, após a lavagem com o soro. - Em caso de obstrução nasal importante não se deve assoar o nariz com força devido ao risco de sangramento.


Cuidados com soro fisiológico: manter em geladeira e renovar a cada 2 ou 3 dias.


Fonte: 
https://www.otorrino.pro/content/limpeza-nasal

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Meu filho está com febre, e agora?




   
      Muitos se assustam quando a criança apresenta febre. Sendo este um dos principais motivos de consulta em pronto-atendimentos de pediatria.  O importante é sempre lembrar que febre não é doença e sim um SINTOMA, o qual indica que nosso organismo está reagindo (como forma de defesa) contra alguma agressão em andamento, onde na maioria das vezes são processos virais. 

         Alguns pais, acabam medicando seus filhos por vezes, só por acharem que eles estão “mais quentinhos”, eis um grande erro. Assim nunca saberemos realmente se foi ou não uma febre, ou quando o quadro se iniciou, portanto jamais medique para febre sem aferi-la. A única maneira de ter certeza de que uma pessoa está com febre é medir sua temperatura com um termômetro, de preferência eletrônico. 

         A maneira mais usual de aferi-la é colocar o bulbo do termômetro nas dobras das axilas e só retirar depois de cinco minutos para fazer a leitura. A temperatura pode ser medida também no interior da boca ou do reto, parte do intestino grosso que termina no ânus. Nessas áreas, ela costuma ser um grau mais alto do que a medida nas axilas.




Mas então o que fazer diante a febre?
Primeiramente, temos que considerar quando é febre. A temperatura do corpo humano é controlada por uma área do cérebro chamada hipotálamo, que age como um termostato ajustado para manter os órgãos internos a 37ºC (graus Celsius). Esse objetivo é alcançado por meio do equilíbrio entre a perda de calor pelos órgãos periféricos (pele, vasos sanguíneos, glândulas sudoríparas, etc.) em contato com o ambiente e a produção de calor pelo processo metabólico dos tecidos internos. Considera-se febre uma temperatura maior ou igual a 37,8ºC, temperaturas entre 37,3ºC a 37,7ºC são considerados febrículas. 
Sempre acho muito importante que os pais façam um “diário da febre”, em uma folha de papel simples, anotar a temperatura e horário que ela apareceu, assim poderemos saber a frequência, duração e em qual temperatura tem se mantido na maioria das vezes.


Quando eu devo levar meu filho ao médico?
Para as crianças com mais de 3 meses, mais importante que a temperatura em si é o comportamento da criança. Se ela estiver com, temperatura de 38,5ºC mas estiver comendo bem, brincando e tranquila, há menos razão de preocupação que no caso de uma criança com febre de 37,8 graus junto com choro inconsolável ou prostração. Caso seu filho tenha uma febre de mais de 39ºC acompanhada de tremores também é importante que o leve ao médico para uma investigação.
Procure o médico se a febre estiver acima de 39,5 graus, ou se a criança estiver agindo estranho, muito abatida. Não deixe de mencionar qualquer outro sintoma para o pediatra, para que ele tenha mais dados para fazer um diagnóstico.



- Fique de olho nesses sintomas, que PODEM indicar algo mais grave (Sinais de alerta):  

     1.   A criança apresenta manchinhas vermelhas na pele, que não clareiam quando você as aperta ou se tem manchas vermelhas grandes.
     2.   A criança tem dificuldade para respirar, ou está ofegante.
     3.   Vômitos que não cessam.
     4.   Criança muito abatida, calada e rejeitando todo tipo de alimento.
     5.   Dores de cabeça muito intensas.



Para bebês com 3 meses ou menos, as orientações são diferentes. Nesses casos, sempre leve a criança ao especialista, mesmo diante do primeiro pico febril. 


      Caso você consiga baixar a temperatura de seu filho com mais de três com antitérmicos (de acordo com a prescrição e orientação de seu pediatra), você pode esperar pelo menos 48 horas para levá-la ao médico, lembrando que isso só deve ser feito se a criança não apresentar nenhum dos sinais de alerta acima descritos. Antes disso, é provável que o especialista não consiga fazer nenhum diagnóstico, e peça para você apenas observar o seu filho.
      Outras dicas quem ajudam são os banhos mornos de imersão por 10-20 minutos a serem realizados após o antitérmico caso a temperatura ainda não tenha caído. Lembrar de sempre dar dar preferência ao uso de roupas leves, um ambiente arejado, oferecer líquidos com frequência e ficar atento aos sinais de alerta.


- Fontes:
2. Murahovschi J. A criança com febre no consultório – Jornal de Pediatria 0021-7557/03/79-Supl.1/S55.

sábado, 5 de setembro de 2015

Bronquiolite, o que é isso?

  


Muitos pais e cuidadores de crianças pequenas têm inúmeras dúvidas sobre essa patologia. Quanto a etiologia, como ela se manifesta e evolução.


Sempre escuto em minha rotina:
- Meu filho pode ter isso novamente?
- É a mesma coisa que bronquite?
- Mas não precisa usar antibiótico?
- É grave?
- Tem como prevenir?


Vou tentar responder todas as perguntas nesta postagem.

     A bronquiolite é uma doença, que se caracteriza por uma obstrução inflamatória dos bronquíolos ( pequenas vias aéreas). Causada por uma infecção viral e afeta principalmente crianças até 2 anos de idade. Sendo mais comum em crianças até um ano. Quanto menor a criança, maior tende a ser a gravidade do quadro, e por vezes, existe a necessidade de internação em UTI pediátrica ou enfermaria, de acordo com cada caso, especificamente. A bronquiolite decorre da inflamação das pequenas vias aéreas dos pulmões (bronquíolos), provocada pelo vírus, agravado pelo acúmulo de muco. Isso dificulta a passagem do ar, causando sintomas parecidos com os da asma. Uma das causas da doença é um vírus chamado sincicial respiratório (VSR), sendo este o principal agente. Mas outros vírus também podem causar bronquiolite, como o rinovírus (do resfriado comum), o adenovírus, o influenza (da gripe) e outros. 
     A doença se manifesta inicialmente com sintomas de resfriado comum, podendo aparecer coriza, tosse e febre. Por vezes se mantendo com esse quadro, sem piora. Mas em alguns casos pode haver dificuldades para respirar e chiado no peito, associado a inapetência.
Bebês prematuros, com imunodeficiências ou doenças tem maior chance de adquirir a bronquiolite e ter quadros mais graves da doença.  

     É sempre importante ressaltar que se o seu bebê teve bronquiolite, não significa que ele será asmático ou que terá sibilâncias (chiados) novamente, ainda não existe um estudo que aponte de forma concreta que quem teve bronquiolite será um lactente sibilante ou um asmático no futuro. E como dito, a bronquiolite é uma doença viral e por este motivo não precisa ser tratado com antibióticos. 


     A bronquiolite é uma doença contagiosa. Uma criança contrai o vírus causador da mesma forma que contrairia o vírus do resfriado e da gripe – no ar, geralmente após uma pessoa doente tossir, espirrar ou falar. Também é possível contrair bronquiolite por meio de objetos compartilhados, tais como utensílios de cozinha, toalhas, chupetas, mamadeiras ou brinquedos. Mantenha seu filho longe de fumaça de cigarros, tinta fresca, madeira ou lenha queimada, agentes que podem dificultar ainda mais a respiração. A exposição à fumaça de tabaco deixa a criança mais suscetível a um quadro sério de bronquiolite ou a outros vírus respiratórios.



O que fazer se o seu filho estiver com bronquiolite?
- Em primeiro lugar, sempre buscar ajuda médica.
- Ficar atento a sinais de gravidade, são eles: vômitos, cianose, dificuldade para respirar, inapetência;
- Sempre manter o lactente hidratado e elevar o decúbito do local onde a criança dorme à cerca de 45ºpara facilitar a respiração;
- Fazer uma higiene nasal adequada com soro fisiológico.



No caso de prematuros ou bebês mais vulneráveis à doença, como crianças com problemas no coração ou doenças pulmonares, uma imunização específica pode ser indicada. A mesma protege contra o principal vírus causador da bronquiolite, o vírus sincicial respiratório. 

Como evitar acidentes na infância?

Adicionar legenda




Nada mais comum do que uma criança saudável querer colocar a mão em tudo aquilo que não deve! Claro, eles não tem a noção do perigo, É comprovado, cientificamente, que 9 em cada 10 acidentes com os pequenos são causados dentro de casa.

Mas quais os principais acidentes na infância e como evitá-los?

- Principais acidentes na infância:

Queimaduras

Entre 0 e 1 ano é comum a queimadura com mamadeira, água de banho, e pelo sol.
Entre 1 e 6 anos são comuns acidentes com panelas.


Intoxicações
É comum a criança ingerir plantas venenosas, produtos de limpeza e medicamentos, desde que estejam ao seu alcance. A primeira providência caso isto ocorra é ligar para um médico com a embalagem do produto nas mãos. Caso não o encontre, leve a criança ao hospital com a embalagem nas mãos.

Quedas
Nas crianças pequenas, a queda é comum de um trocador, sofá, banco de carro e cama. Entre 1 e 6 anos as quedas ocorrem das janelas, escadas, muros e playgrounds.

Asfixia
Entre 0 e 1 ano normalmente os acidentes acontem com cordões, sacos plásticos, fios, madeira, colchão e cobertor.

Choque Elétrico
A partir dos 6 meses até 6 anos, a criança desloca-se pela casa com curiosidade. As tomadas são um alvo fácil, e também os fios.

Afogamento
É importante não deixar a criança sozinha no banho, em piscina ou em área de serviço onde existam baldes de água cheios.

Engolir objetos
De 0 a 1 ano crianças levam tudo à boca, como peças de brinquedos, botões, bicos de chupetas e outros. Evite roupas com botões e teste sempre as chupetas, paras verificar se não se soltam e jamais use as que tem brilhos pois a criança pode aspirar. Quando a criança começar a crescer o problema passa a ser chicletes, pipocas, balas, caroços, pirulitos e moedas. Para evitar é só guardar as guloseimas longe do alcance e trancadas, e manter as moedas fora de circulação.



- Dicas para evitar com que esses acidentes aconteçam:


1. Não deixe as crianças por perto quando estiver passando roupa, nem largue o ferro elétrico ligado sem vigilância.
2. Mantenha cisternas, tonéis, poços e outros reservatórios domésticos trancados ou com proteção.
3. Guarde todos os produtos de higiene e limpeza trancados, fora da vista e do alcance das crianças. JAMAIS os coloque em garrafas de refrigerante ou água, as crianças tendem a confundir com facilidade. 
4. Crianças com menos de 6 anos não devem dormir em beliches. Se não houver escolha, coloque grades de proteção nas laterais.
5. Todos os medicamentos devem ser guardados fora do alcance das crianças, em lugares altos e, de preferência, em armários ou caixas bem fechadas.
6. Se tem crianças pequenas, principalmente se estão na fase de gatinhar ou a começar a andar, coloque protecções e barreiras (portões) em todos os acessos da casa às escadas.
7. Cuidado com pisos escorregadios, coloque antiderrapante nos tapetes.
8. Corte os alimentos em pedaços bem pequenos na hora de alimentar a criança para evitar engasgos.
9. Não deixe fósforos, isqueiros e outras fontes de energia ao alcance dos pequenos.
10. Mantenha a criança longe da cozinha e do fogão, principalmente durante o preparo das refeições e com os cabos das panelas jamais virados para fora do fogão. Dê preferência para cozinha nas bocas de trás do fogão. 
11. Evite carregar as crianças no colo enquanto mexe em panelas no fogão ou manipula líquidos quentes. E não use toalhas de mesa compridas. 
12. Coloque grades ou redes de proteção em todas as janelas e varandas. São as únicas formas de evitar acidentes graves em apartamentos. Uma porta ou uma janela aberta representam um grande perigo. Há muitas quedas de crianças em consequência de janelas e portas abertas.
13. Nunca deixe a criança sozinha perto de uma piscina, mesmo que esta seja própria para ela.
14. Instale protetores adequados em todas as tomadas da casa, para evitar choques eléctricos.
15. Facas, tesouras, chaves-de-fendas e outros objetos perfuradores nunca devem ser dados às crianças para elas brincarem. Mantenha esses objetos em locais fechados e a que a criança não tenha acesso.    
16. Nunca deixe o bebé ou a criança sozinha em cima de uma cama, bancada ou móvel onde você realiza a troca das fraldas e a roupa. 
17. Cuidado com as grades das camas/berços onde a criança fica, veja se o espaço entre as grades é pequeno o suficiente para com que ela não passe as partes do corpo e fique presa.
18. Os brinquedos devem ser suficientemente grandes para não poderem ser engolidos e suficientemente resistentes para não lascarem ou partirem. 
19. Lembrando que: sacos plásticos, fios de telefone soltos, almofadas e travesseiros altos e fofos podem asfixiar ou estrangular. 
20. Remova do berço todos os brinquedos, travesseiros e objetos macios quando o bebê estiver dormindo.